FBT traz a esperança de um mundo melhor, diz mãe de Emanuel


Beneficiado com a doação de uma cadeira de rodas adaptada, doada por meio da FBT, em junho, o pequeno Álvaro Emanuel Moreira Montenegro, 6 anos, residente em Cidade Tiradentes, na zona Leste, abriu um grande sorriso. Paloma Moreira Dias, mãe de Emanuel, que teve seu primeiro contato com a ONG quatro meses antes, agradeceu a Deus, primeiramente, e à ONG pela rapidez. Para ela, a doação é mais que um presente.


“É uma benção, porque não é apenas a cadeira, mas uma lição de que podemos ter esperança em um mundo melhor. A FBT não é patrocinada e consegue as doações por meios próprios. A Cristina Faviere, presidente da FBT, abre as portas da sua própria casa para nos entregar as cadeiras. Lá fora, não vemos atitudes como essa. E isso é uma lição, mostra que ainda é possível ter esperança”, disse Paloma.


Paloma relata que o menino nasceu prematuro e, após sofrer com a perda de oxigênio (anoxia), adquiriu paralisia cerebral severa, que comprometeu o movimento dos membros, mas não afetou o intelecto. No entanto, tem alguma dificuldade para falar. Para continuar a terapia, que chegou a ser interrompida por um ano, a mãe foi obrigada a entrar com ação judicial contra o SUS. “Hoje, o Estado paga a reabilitação intensiva em uma clínica, três vezes por semana”, disse.


Emanuel também faz sessões de fonoaudiologia. Para tanto, mãe e filho saem de casa às 5h, atravessam a cidade de metrô e ônibus para irem à escola, na zona Sul, e depois seguem para a terapia, retornando por volta de 20h. Nos dias em que tem apenas terapia, o serviço “Atende” faz o transporte gratuito.


A primeira cadeira de rodas de Emanuel serviu apenas 7 meses. Foi então que Paloma fez uma vaquinha entre os parentes e amigos para comprar uma nova cadeira, que custou R$ 5,5 mil. Depois, aos 4 anos, ele ganhou outra cadeira com a qual permaneceu até ser beneficiado pela FBT. A mãe descartou a possibilidade de fazer uma nova vaquinha, já que seria difícil conseguir novas doações. “O certo seria trocar a cada ano, porque ele cresce, mas esta última conseguimos segurar 3 anos”, disse. “Estou muito satisfeita em receber a cadeira da FBT”, acrescentou.


Texto: Márcia Alves | Fotos: Carlos Candido



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