FBT entrega cinco cadeiras de rodas e garante doações para outras três


A ONG Fazer o Bem Transforma (FBT) realizou uma festa no dia 29 de junho, em Cotia (SP), na residência da presidente Cristina Faviere, para entregar cinco cadeiras de rodas adaptadas. Além de churrasco, bebidas à vontade e música ao vivo, as crianças também se divertiram com a presença dos personagens Homem de Ferro, Batman e Mulher Aranha. Na ocasião, a FBT também conseguiu doadores para três crianças que compareceram ao evento na esperança de conseguir uma nova cadeira.


Receberam a doação de cadeiras de rodas adaptadas:


- Álvaro Emanuel Moreira Montenegro, 6 anos, residente em Cidade Tiradentes, na zona Leste. Portador de paralisia cerebral, o menino utilizava há três uma cadeira, que já estava pequena.


- Alexander Fernando Lima Teixeira da Silva, 19 anos, residente em Santana de Parnaíba, Grande São Paulo. Portador de uma doença neuromuscular, ele sonhava com uma nova cadeira para ter mais mobilidade.


- João Vitor Ranghetti, 9 anos. Segundo a mãe Luciana Ranghetti, com a nova cadeira o menino terá mais conforto e autonomia, pois poderá se locomover sem precisar de ajuda.

- Iago Santana, 20 anos, residente no Itaim Paulista, zona Leste. Por usar uma cadeira inadequada, o rapaz precisou se submeter a duas cirurgias, na coluna e no quadril. A família não tinha condições de comprar de uma nova cadeira.


- Vinicius Souza Caires, 4 anos, residente em Campos Elísios, região central. Portador de uma provável síndrome genética, o menino tem o seu cognitivo praticamente preservado, mas o seu tamanho e peso correspondem ao de um bebê de 8 meses.


Esforço do voluntariado

Sem contar com patrocínio de empresas ou de órgão de governos, a FBT obtém recursos para a aquisição de cadeiras de rodas por meio de doações de pessoas físicas e de iniciativas próprias. Dentre estas iniciativas, destacam-se rifas, bazares, eventos beneficentes e a venda de lacres de alumínio e de tampinhas plásticas. A cadeira doada a João Vitor, por exemplo, foi adquirida com a renda do bazar beneficente. Já a cadeira de Vinicius foi comprada com a renda da feijoada beneficente no Bar Brahma.


No evento, Cristina Faviere reconheceu que todas as ações da ONG exigem muito esforço e empenho dos colaboradores. “Fazer caridade dá trabalho. Para separar as tampinhas plásticas por cores, uma exigência da empresa de reciclagem, uma equipe precisa trabalhar de três a quatro dias. Mesmo assim, as tampinhas não rendem muito, cada quilo é vendido por R$ 1,90”, disse.


A venda de lacres de alumínio extraídos de latinhas de refrigerantes e cerveja é mais rentável, mas também depende do trabalho de uma equipe para acondicionar o material em garrafas pet. São necessários 80 quilos de lacres, equivalentes a 142 garrafas pets de 2 litros cheias, para comprar uma cadeira de rodas.

Outra iniciativa que exige dedicação é a seleção e venda de roupas, brinquedos e outros objetos nos bazares beneficentes, que consomem três dias de intenso trabalho. À frente de todas as ações da FBT, Cristina conta com a colaboração, principalmente, de sua família e também de amigos.


“Mas, a palavra difícil não existe no nosso dicionário. Seguimos em frente superando os obstáculos e fazendo o bem para transformar vidas. Todos nós temos algo para dar, seja um abraço que aquece ou uma palavra que ampara, basta olhar ao redor”, disse.


Novas doações

A FBT tem aproveitado os eventos de entrega de cadeiras de rodas para conquistar mais doadores e, com isso, retirar da imensa lista de espera os casos mais urgentes. No evento de junho, três crianças que estavam na lista de espera conseguiram doadores. São eles:

- Yasmin Aparecida Pedroso, 18 anos, que usava a mesma cadeira há 7 anos; Rhayanne Luiza Farias de Souza, 9 anos, que recebeu sua primeira cadeira da FBT há dois, mas cresceu e necessitava de uma nova; e Nicolas Lorenzo dos Santos Batista, 5 anos, que esperava por uma cadeira nova havia quase três anos.


Um dos doadores é Thiago Jesus, que compareceu ao evento da FBT pela primeira vez. Colecionador de bonecos em escala (miniatura) de heróis de quadrinhos e filmes, ele resolveu separar alguns para rifar e doar os recursos para alguma instituição beneficente. Depois de pesquisar, decidiu doar para a FBT e entrou em contato com Cristina Faviere, que o convidou para conhecer a ONG. “Fomos tocados pela história das crianças e decidimos adotar a cadeira do Nicolas Lorenzo”, disse ele, ao lado da namorada Brendha Jara Cristina.



Texto: Márcia Alves | Fotos: Carlos Candido



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