Pablo Guilherme recebe, pela segunda vez, cadeira de rodas doada pela FBT

Agora seu desejo é ter uma rampa de acesso rua onde mora para poder sair de casa, ir à escola e ao médico.


Pablo Guilherme

Dois anos atrás, Pablo Guilherme Fachin Generoso, então com 12 anos, recebeu uma cadeira de rodas adaptada doada pela Sompo Seguros por meio da ONG Fazer o Bem Transforma (FBT). Com paralisia cerebral, dificuldades cognitivas e sem o movimento das pernas, ele esperava por uma cadeira havia 4 anos. Desde aquela época, sua mãe Solange Fachin, residente no Jaguaré, se tornou colaboradora assídua da FBT, entregando todos os meses enormes quantidades de lacres de alumínio no posto de coleta da FBT, em Osasco.


Em 2018, Pablo precisava novamente de uma nova cadeira de rodas, desta feita do modelo simples, porque o equipamento doado pela FBT, em 2016, já estava pequeno. “O ortopedista disse que podia ser o modelo simples. Então, pensei que não custava tentar mais uma vez uma doação por meio da FBT”, diz. Para alegria de Solange e seu filho Pablo, dois meses depois de entrar em contato com Cristina Faviere, presidente da FBT, a cadeira de rodas foi doada.

Pablo recebeu a cadeira no evento festivo, realizado em dezembro. “Esta ONG é maravilhosa, ajuda muita gente e não custa nada, não sai nenhum real do bolso de quem é beneficiado”, diz. Solange acredita que a união faz a força. “Sempre digo para a Cris que juntos somos mais fortes. E é por isso que eu consigo tantos lacres, porque muitos ajudam. É um pouquinho dali, outro dacolá, e assim conseguimos muitos lacres”, diz.


Os lacres de alumínio são vendidos pela FBT para uma fundição e os recursos destinados à aquisição de cadeiras de rodas simples. Para cada cadeira são necessários 80 quilos de lacres.

Mesmo feliz por ter conseguido a segunda cadeira de rodas para o filho, Solange está ciente de que tem outras batalhas pela frente. A mais importante é construir uma rampa de acesso na viela onde reside, já que o único meio de alcançar a rua é uma escadaria de 98 degraus. “O Pablo tem 83 quilos e não consigo carregá-lo no colo para subir a escada. Por isso, ele foi obrigado a abandonar a escola e deixar de ir à terapia”, diz.


Ela conta que já fez campanha pela internet para conseguir o dinheiro para construir a rampa, mas, como a viela é pública, a prefeitura não autoriza. “Se eu construir, posso ser multada pela prefeitura. Mas, se a viela é pública, deveria ter acessibilidade. Não vou desistir, continuarei lutando até ter a rampa de acesso”, diz.


Texto: Márcia Alves |Fotos: Carlos Candido


#FBT #lacres #CristinaFaviere

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