Tetraplégica após um acidente, Duda recebeu uma cadeira de rodas da FBT


Onze meses após sofrer um acidente de automóvel e ficar tetraplégica, a pequena Maria Eduarda de Oliveira Ferreira, 9 anos, residente no Jardim Aracati, na Zona Sul de São Paulo, ganhou uma cadeira de rodas adaptada da ONG Fazer o Bem Transforma (FBT). Dia 1º de dezembro de 2018, durante o evento de entrega, Duda, como é chamada, estava feliz porque teria mais conforto com a nova cadeira adaptada.

A mãe Rosileia de Oliveira Ferreira fala sobre como aconteceu o acidente que mudou a vida da menina e a sua. “Ela estava viajando para a Bahia com minha mãe, outro irmão e meu padrasto e na altura da cidade de Janaúba (MG), um carro entrou na contramão e colidiu de frente, matando três pessoas. Da minha família ninguém morreu, mas a Duda ficou tetraplégica”, diz.


Desde então, Rosileia tem enfrentado uma dura batalha. Seu primeiro desafio foi trazer a menina para São Paulo. Precisou de ajuda para juntar os recursos. Duda manteve o cognitivo, mas perdeu todos os movimentos, mexe apenas a cabeça. Hoje, a menina faz fisioterapia em casa, atendida uma equipe de médico e enfermeiro.


De uma hora para outra, Rosileia teve de aprender a cuidar de Duda. Morando em uma casa alugada, ela conta com a ajuda financeira da família para sobreviver. “Cada um dá o que pode”, diz. Meses atrás, quando a menina ganhou uma cadeira de roda simples, ela pensou que o problema de locomoção estava resolvido. Mas, descobriu que a cadeira deveria ser adaptada ou então a menina teria sérios problemas de coluna.


Por isso, foi até uma instituição fazer o orçamento para a cadeira de rodas adaptada, mas se assustou com o preço. Ela chegou à triste conclusão de que não poderia pagar. Mas, o auxílio divino chegou nesse momento. “Enquanto estava com o orçamento em mãos, por acaso encontrei com a Cristina Faviere, que eu não conhecia até então. Expliquei minha situação e ela disse que iria me ajudar”, diz.


Poucos meses depois, Rosilene conquistou a cadeira de rodas adaptada para a filha. “A Duda não queria cadeira de rodas, mas logo que experimentou a cadeira nova mudou de ideia. Ela me disse que se sentia mais segura e não via a hora de chegar na festa e receber a cadeira nova”, diz.


No evento de entrega promovido pela FBT, Rosileia comoveu os presentes com o relato do seu drama. Enquanto ela falava, o silêncio era total, todos pararam para ouvir. Ela revelou ainda que, recentemente, o marido, de 37 anos, passou a ter dificuldade para andar. Depois de um mês de internação hospitalar o diagnóstico médico foi poliomesite, uma inflação crônica dos músculos que impede a realização dos movimentos mais simples.


“É uma prova de vida. Quando soube da doença, pensei que meu marido fosse ficar igual à mina filha, mas descobri que tem tratamento. Hoje, ele está em casa, porque não consegue andar”, diz. Mesmo com tantas adversidades, Rosileia não perde a sua fé. “A Cris me disse que era muito difícil falar em Deus agora, mas eu acredito Nele. Tenho que manter a fé ou então não estaria aqui”.


Texto: Márcia Alves |Fotos: Carlos Candido


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