FBT festeja a doação de seis cadeiras de rodas adaptadas

ONG Fazer o Bem Transforma realizou inúmeras ações para arrecadar recursos e beneficiar seis crianças carentes.


O último sábado de junho, dia 30, foi especial para seis crianças e suas famílias, bem como para um grupo de colaboradores da ONG Fazer o Bem Transforma que se mobilizou para juntar os recursos e comprar seis cadeiras de rodas adaptadas. Cristina Faviere, presidente da FBT, conta que houve verdadeira corrente do bem. Parte dos colaboradores venderam rifas de camiseta de clube de futebol, parte promoveu feijoada beneficente e bazares, e ainda foi possível contar com a doação em dinheiro de alguns. “Estou muito feliz. Estas seis cadeiras são uma conquista do esforço de todos”, diz.

Como já é tradição, a entrega das cadeiras foi celebrada com uma festa para as crianças e suas famílias, com a presença de colaboradores, doadores e convidados, em Cotia (SP). Desta feita, porém, para a alegria da criançada, em vez de churrasco, foi realizada uma hamburgada, com direito a hambúrguer artesanal grelhado, batatas fritas, refrigerante e sobremesa. No comando da churrasqueira, Eduardo Milici Lara, mais conhecido como Gordo, preparou os hambúrgueres junto com sua equipe de seis amigos.





Gordo conta que já havia realizado outras hamburgadas no grêmio recreativo da 4ASES, empresa de sua família, para ajudar moradores de rua. Mas, seu amigo Marcos Paulo Baptista dos Santos, que é dono de um ferro-velho em Embu-Guaçu e juntava lacres de alumínio para a FBT, deu a ideia de realizar a hamburgada para comprar cadeiras de rodas adaptadas. E foi assim que os amigos conseguiram juntar os recursos para comprar a cadeira da pequena Bianca. “É uma felicidade imensa ajudar a FBT, todo o esforço valeu a pena. Com certeza a cadeira vai transformar a vida da Bianca”, disse.


No evento da FBT, Grace Santos Aquino, mãe de Bianca Santos, 4 anos, residente em Embu-Guaçu, fazia planos para ela e a menina com a nova cadeira de rodas adaptada. Bianca não anda e não fala, mas ainda não tem diagnóstico médico de sua doença. Segundo a mãe, a suspeita é que seja portadora de uma síndrome rara. Sem recursos para comprar a cadeira, Grace encontrou a FBT na internet, alguns meses atrás. “Agora, não vou precisar mais carregá-la no colo para ir ao médico. Com a nova cadeira, ela vai ficar mais confortável”, disse.




Kaique Pereira, 8 anos, que mora na Brasilândia, também estava feliz com a cadeira de rodas adaptada que recebeu por meio da FBT, principalmente, porque as calotas vieram estampadas com o escudo do seu time, o Corinthians. Segundo a mãe, Josenilda da Silva Maria Pereira, o menino nasceu com mielomeningocele e hidrocefalia, já fez dez cirurgias e, contrariando os prognósticos médicos, continua vivo e bem. Como não tinha dinheiro para comprar uma cadeira, Josenilda vendeu rifas para adaptar uma cadeira usada, mas que ficou pequena. “Estamos muito felizes e gratos à FBT”, disse.




Com microcefalia, Lara Brito Alves, 2 anos, moradora de Carapicuiba, nunca teve uma cadeira de rodas. A mãe Ana Paula dos Santos Brito Alves, que suspeita ter contraído o zilka vírus durante a gravidez quando viajou para o Nordeste, se esforça para cuidar da menina. “É uma lesão bem grave, mas faço tudo para ela melhorar”, disse. Agora, com a nova cadeira, Ana Paula tem certeza que a vida das duas irá melhorar. “Ganhar essa cadeira da FBT me faz acreditar que ainda existem pessoas solidárias no mundo, dispostas a ajudar alguém que nunca viram. É emocionante o trabalho da FBT, é de outro mundo!”.




Também recebeu uma cadeira de rodas adaptada Felipe Cavalcante, 4 anos, residente na Liberdade. A mãe Cleuda Luciano Felipe conta que o menino nasceu com distrofia muscular, causada por uma mutação genética. Até então, ela transportava Felipe em carrinho de bebê ou colo para ir ao médico. “Ele nunca teve uma cadeira e já estamos na fila do SUS há quase dois anos. Mas, já tem 13 quilos e não estava fácil”, disse. Quando entrou em contato Cristina Faviere, seis meses atrás, pensou que receberia uma cadeira de rodas usada. “Soube que a cadeira seria nova e adaptada ao corpo dele e fiquei empolgada. O patrão do meu marido disse que Deus colocou a pessoa certa no meu caminho”, disse.



Ana Paula da Silva, mãe de Mateus da Silva Castro Neto, 10 anos, portador de microcefalia, moradora do Ipiranga, não acreditava que um dia fosse receber uma cadeira de rodas nova adaptada para o filho. “Custa muito caro e eu não tenho condições de comprar”, disse. Com a cadeira recebida, ela conta que a vida vai melhorar, principalmente, porque facilitará o transporte ao médico três vezes por semana. “Ele já tem escoliose avançada e sente dores nas costas. Agora, a vida dele vai melhorar 100%. Peço a Deus que abençoe a todos que fazem parte desse trabalho tão bonito”, disse.




Dentre todas as cadeiras de rodas entregues no evento de junho, a de Jeniffer Rodrigues da Silva, 15 anos, foi a que exigiu maior adaptação. A menina, que mora em Mauá, nasceu com hidrocefalia congênita, segundo a mãe Fátima da Silva Rodrigues. Até então, ela tinha uma cadeira pequena para o seu tamanho e já apresentava luxação no quadril. A mãe não tinha recursos para comprar uma nova cadeira e não esperava sequer receber uma do SUS. “Ela já não conseguia ficar mais cadeira. Agora, tudo vai mudar, porque vou conseguir levá-la ao médico e até passear. Estou muito feliz”, disse.



A corrente do bem

Cristina Faviere costuma dizer que a FBT só existe graças ao trabalho de voluntários, muitos de sua própria família, e à generosidade de doadores. No evento de junho, a FBT conseguiu reunir diversos colaboradores, como Sofia Matos e Wilson Pinto, que mantém um grupo no whatsapp que se mobiliza para arrecadar lacres e recursos para a compra de cadeiras de rodas. Outro é Carlos Magalhães, que já doou inúmeras cadeiras e que faz questão de estar presente e trabalhar em cada evento. Marcia Fillipini, então, é uma das principais colaboradoras e dedica-se integralmente à grande obra da FBT.




Mas, a corrente do bem vem ganhando cada vez mais elos. Durante a hamburgada, a FBT contou com um time de garçons mirins dedicadíssimos. A responsável por montar a equipe foi Denise Pavan Dutra Lien, que trouxe as filhas Camila e Carolina, juntamente com amiguinhos delas os irmãos Mariana e Felipe Sica. “Eles queriam ajudar e a Cris permitiu. Achei o trabalho deles excelente. Serviram com seriedade e responsabilidade e também ficaram felizes em ajudar”, disse. Também se juntou à FBT, Sergio Lustosa Pinheiro, irmão de Idalmo, marido de Cristina. “É uma iniciativa linda e precisamos ajudar. Sinto que estou fazendo a minha parte”, disse.



Outra recém-chegada à FBT, a corretora de seguros Marlene Cunha já está se movimentando para trazer mais recursos à ONG. Com muitos amigos no Bar Brahma, famoso endereço da capital paulista, Marlene está organizando uma feijoada beneficente no local, marcada para o dia 7 de outubro, às 12h30. Em breve, os convites estarão à venda ao custo de R$ 100. Além de música ao vivo, com a participação de DJs e cantores, que apresentarão ritmos variados, ela conta que também haverá um personal dancer para ensinar todo mundo a dançar. “Será imperdível. Um evento alegre, com boa comida, num local maravilhoso e que ainda ajudará muitas crianças com a doação de cadeiras de rodas adaptadas”, disse.

A boa notícia é que a FBT já juntou recursos para a aquisição de mais dez cadeiras de rodas adaptadas. “A situação do país está difícil, mas, graças a Deus, não afetou a generosidade das pessoas. Todas as ações que fizemos, como rifas, feijoadas, além das doações, permitirá beneficiar mais dez crianças. A FBT também está firmando parcerias com diversas empresas e instituições para a arrecadação de lacres de alumínio e colaborações. Fico muito feliz com esse desenvolvimento da ONG, porque sei que mais crianças serão beneficiadas. E também mais feliz ainda com a conquista de novos colaboradores, que só aumentam a nossa corrente do bem”, disse.


Texto: Márcia Alves |Fotos: Carlos Cândido


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