Crianças beneficiadas pela ONG FBT (parte 1)

Conheça as crianças beneficiadas pela FBT com cadeiras de rodas adaptadas, na entrega do dia 19 de agosto. Saiba suas histórias e como as novas cadeiras mudam suas vidas.

Depois de uma espera de 4 anos na fila do SUS,a pequena ALICE DE SOUZA CAFÉ, 11 anos, finalmente ganhou a sua cadeira de rodas adaptada. Segundo a mãe Marisa Roberto de Souza, residente em Mauá, a menina tem a Síndrome de Leigh, uma doença degenerativa que surgiu depois do nascimento e que a fez perder a visão e a audição. A única cadeira que a menina tinha era emprestada, mas ficou pequena e já lhe causou escoliose. Marisa conheceu a FBT por intermédio de uma amiga, três meses atrás. “A Alice chorava de dor nas costas. Agora, com a nova cadeira, a saúde dela vai melhorar e também vai facilitar minha vida, porque dependo de condução”, diz. Dia 19 de agosto, a cadeira de rodas foi doada por um doador anônimo, por intermédio da FBT.


Com um longo histórico de doenças, que inclui de Lisencefalia a disfagia grave, o prognóstico de vida de ANDERSON VIEIRA RODRIGUES LINO era de nove meses adois anos de vida. Hoje, ele tem 7 anos e está “firme e forte”, como diz a mãe Priscila Vieira Rodrigues. “Ele é um milagre”, diz. Com cuidados extremos, ela se dedica ao menino em tempo integral. “Ele não pode ingerir nada pela boca, nem água e até a saliva ele broncoaspira”, diz. Priscila conta que adquiriu hérnia na coluna de tanto carregar Anderson. A antiga cadeira de rodas do menino quebrou e ele estava se virando com uma pequena que ganhou. Uma amiga indicou a FBT para a mãe do menino. “A cadeira é muito cara e eu não poderia comprá-la”, diz. Dia 19 de agosto, Anderson foi uma das 30 crianças beneficiadas pela FBT com uma cadeira de rodas adaptada, que foi doada por Ivone Gonoretske.

Vania Batista Santos não acreditava que ganharia uma cadeira de rodas adaptada para a filha ANNA KAROLINE BATISTA, 20 anos. Por isso, ficou feliz da vida ao receber da FBT, no dia 19 de agosto, uma cadeira de rodas feita sob medida para Anna. A menina nasceu saudável, mas aos 18 dias de vida adquiriu uma meningite, cujas sequelas afetaram a sua visão e a sua coordenação motora. Desde então, Vania, que é cabeleireira e trabalha em casa, luta sozinha para cuidar da filha. Anna usava a mesma cadeira de rodas há dez anos, mas estava bem pequena.

Vania chegou até a FBT por intermédio de uma amiga, cujo marido trabalha em uma empresa de seguros e conhecia a ONG. “Minha amiga escreveu uma carta, que foi direto para as mãos da Cristina. Até então eu achava não iria ganhar a cadeira, porque nunca ganhei nada na vida”, diz. Faz 14 anos que a mãe tenta conseguir uma bolsa de estudo integral para a filha, que só tem a bolsa parcial. Mas, a escola só oferece esse benefício para autistas. “Agora, estamos muito felizes com a cadeira, que ajudará muito a Anna”, diz. A cadeira de rodas foi doada por um doador anônimo, por intermédio da FBT.

A pequena BEATRIZ MENDEL LEITE, de 3 anos e 4 meses, portadora de mielomeningocele e hidrocefalia, trocou sua pequena e apertada cadeira de rodas por um modelo novo adaptado ao seu corpo. Sem condições financeiras para comprar o equipamento, a mãe Glaucia Mendel Leite, residente na Vila Ema, ficou feliz ao receber a nova cadeira. “Ajudará bastante na independência dela e também na postura. Como ela não anda, era incomodo ficar sempre no colo, porque doía o corpo. Para mim também será mais confortável”, diz. A cadeira de rodas foi doada por Jefferson Claros Nunes, dia 19 de agosto, por intermédio da FBT.


“Foi um anjo que apareceu em nossas vidas e nos iluminou. Só temos a agradecer”. Assim, Mara Damásio Bastos se referiu à Cristina Faviere, presidente da ONG FBT, durante a cerimônia em que recebeu uma cadeira de rodas adaptada para o filho, BRUNO BASTOS, de 7 anos, dia 19 de agosto. A FBT comprou a cadeira com os recursos arrecadados na feijoada beneficente que realizou em julho.

Residente em Diadema, Mara enfrentava dificuldades para se locomover com o menino. “Não tenho carro e dependo de outras pessoas para transportá-lo”, diz. Já o menino, que tem paralisia cerebral e malformação múltipla, se queixava de dor provocada pela pequena cadeira, que ganhou há 4 anos. “Se ele ficasse muito tempo sentado, chorava”. Faz cinco anos que a mãe aguarda na fila do SUS por uma cadeira nova. Mas, quatro meses atrás uma amiga lhe indicou a FBT. “Foi muito rápido para conseguir a cadeira. Estou muito, muito feliz. Agora, a vida dele vai melhorar muito”, diz.

A mãe de BRUNO VINICIUS DA SILVA DE MORAES, 7 anos, portador de paralisia cerebral, Vanessa Narciso da Silva, residente em Santo André, chorou de emoção no evento promovido pela ONG FBT, dia 19 de agosto, no Clube Juventus. Para ela, a cadeiras de rodas adaptada “é linda” e a “cara” do filho. “Agora, ele vai ver o mundo de frente”, diz.

Vanessa conta que cuida de Bruno em tempo integral, sozinha, pois não é casada, e enfrenta dificuldades no transporte público para levá-lo ao médico e ao tratamento de fisioterapia. Ela conheceu a FBT por intermédio de um grupo de mães de crianças especiais. “Não via a hora de pegar a nova cadeira, estou muito feliz e o Bruno também”, diz. A cadeira de rodas foi doada por Carlos Magalhães, por intermédio da FBT.


DANIEL SCHUMACHER, 12 anos, que tem o mesmo sobrenome do famoso piloto alemão, estava feliz e fazendo planos no dia em que recebeu uma nova cadeira de rodas adaptada, durante evento promovido pela FBT, em agosto, no Clube Juventus. “Estou muito contente, vou ao zoológico passear e na Arena Palmeiras”, diz. A avó Lourdes Braghini, que o cria desde bebê, também cuida de outros dois netos. Residente no Jardim Apurá, na zona Sul, ela se aposentou, mas está trabalhando dobrado em casa com os meninos. “Mas, vale a pena, porque os netos são a melhor coisa que a gente tem na vida”, diz.

Daniel, que a chama de mãe, cursa a 7ª série do Ensino Fundamental, e o irmão na 8ª série. “Eles são estudiosos”, diz a avó. O menino tinha uma cadeira de rodas doada pela prefeitura, mas não completamente adaptada, que lhe machucava as costas. Segundo ela, a cadeira mudará a vida do garoto. “Já não dava mais para sair, porque o pé da cadeira soltava e caia na rua. Era um transtorno”, diz. Até que dois meses atrás, conheceu uma senhora que lhe indicou a ONG FBT. “É uma benção receber esta cadeira”, diz. A cadeira de rodas foi doada pela empresa Adaptadas, por meio de parceria com a FBT.



DANIELE NOVAES, 8 anos, portadora de hidrocefalia, nunca teve uma cadeira de rodas. A mãe Raimunda da Silva de Souza, residente em Diadema, carregava a menina no colo para transportá-la ao médico. Por sorte, o quadro clínico de Daniele é estável e não requer muitas idas ao médico. Mas, por falta de cadeira não sai muito de casa. Raimunda, que tem outros três filhos mais velhos, se queixa da falta apoio do ex-marido. “Ele me deixou há quatro anos. Mas é normal isso acontecer quando se tem uma criança com problema. Ele visita os outros filhos, mas não liga muito para a Dani”, diz. Ao ganhar a nova cadeira, ela estava feliz. “Vai ajudar muito”, diz. A cadeira de rodas foi doada pelos amigos de Eduardo Soares, do Jornal Notícias de Cotia, por intermédio da FBT.



Texto: Márcia Alves | Fotos: Lu Gebara e Gisele Maia






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