Campanha cresce e bate o recorde com a doação de onze cadeiras especiais

No evento que comemorou um ano da iniciativa, felicidade de crianças e adolescentes portadores de necessidades especiais contagiou a todos.


Dia 20 de agosto foi uma data mais que especial para a campanha “Fazer o bem.. TRANSFORMA”, que comemorou um ano de sucesso da iniciativa de doação de cadeiras de rodas especiais. Na ocasião, a campanha também superou sua marca com a entrega de onze cadeiras de rodas adaptadas. O evento foi realizado na residência da idealizadora da campanha Cristina Faviere, em Cotia, e contou com a participação de mais de cem pessoas, entre crianças beneficiadas e seus familiares, colaboradores e doadores da campanha e convidados.

Com churrasco e bebidas à vontade, a festa foi animada pelo show musical da versátil dupla Marcos França e Andrea Pamela. Na cerimônia de entrega, Cristina convidou as mães das crianças especiais para um breve pronunciamento e, a partir daí, a emoção tomou conta de todos.



Sem conter o choro, elas agradeceram à campanha e aos doadores pelo conforto proporcionado aos seus filhos.

Cristina, que também estava muito emocionada, lembrou que a campanha iniciou a doação de cadeiras de rodas especiais há um ano, com a ajuda de uma famosa grife de roupas. Naquela época, apenas três equipamentos foram entregues, durante um pequeno evento em Atibaia. Nesta cidade está instalada a sede da Max Saúde, empresa parceira da campanha que faz a adaptação das cadeiras de rodas e doa um equipamento a cada cinco comprados.



Em seguida, Cristina também lembrou os primeiros colaboradores, como Carlos Alberto Magalhães, que doou três cadeiras de rodas especiais. “Quando ele me telefonou dizendo que queria doar as cadeiras, perguntei se era trote ou era um anjo. Ele respondeu que era apenas alguém devedor, que sentia a necessidade de retribuir as bênçãos de Deus”, disse.

Presente no evento, Carlos Magalhães doou mais três cadeiras, desta feita contando com a colaboração de quatro casais de amigos que se interessaram pela causa. “Dentro do conceito da caridade, dar dinheiro é o mais fácil. Mas, dar atenção, um pouco de amor e um pouco de compreensão, isso, talvez seja, hoje, o mais difícil. Essas crianças se superam todos os dias. Elas que são fortes e não nós”, disse.


Entre os primeiros colaboradores da campanha, Cristina também citou David Nascimento, que já doou quatro cadeiras, além de Gilmar Bizulli e José Cunha. Estes últimos são sócios na Alto Padrão Corretora e juntos doaram três cadeiras especiais no ano passado. Representando a família no evento, dona Rosa da Cunha Castro, mãe de José Cunha, veio acompanhada da filha e do genro, para fazer a entrega de mais três cadeiras.



“Meus filhos têm coração de ouro. Estamos muito emocionados e felizes em poder ajudar”, disse dona Rosa. “É muito bom ajudar e ver a carinha de felicidade dessas crianças. É muita energia positiva”, acrescentou a filha Joseli, que também colaborou para a compra das cadeiras.


Apoio do Clube

Na entrega da primeira cadeira do evento, Cristina informou que a aquisição contou com a colaboração de um pessoal do banco Itaú; da rifa de uma bolsa doada por Carol, que foi vendida, inclusive, com a ajuda de Mara Borges Sutto; e com os recursos doados por membros da diretoria do Clube dos Corretores de Seguros de São Paulo (CCS-SP).


Adevaldo Calegari, mentor do CCS-SP, comentou que é prática da entidade se engajar em causas sociais. “Ainda mais se vem de alguém com tanta seriedade e dedicação, como a Cristina Faviere”, disse. Em seguida, lançou o desafio de realizar o último evento do ano da campanha com a marca histórica de 15 cadeiras de rodas especiais doadas.


Crianças beneficiadas

A primeira beneficiada com uma cadeira foi CAMILE ALVES RIBEIRO DA SILVA, de 12 anos. Cristina explicou que o equipamento foi digitalizado, desenhado sob medida para a menina. “Nunca, ninguém ajudou a Camile”, disse. Ao lado da mãe Cilene Maria Alves dos Santos, Camile era só felicidade. “Ela adora passear, mas não podia. Agora, ela será mais independente e eu não precisarei mais carregá-la no colo”, disse a mãe.

Cilene, que mora em Campo Limpo, e também é mãe de um menino de 4 anos, contou que Camile nasceu com hidrocefalia e desde então tem levado uma vida difícil. “Ela já fez 20 cirurgias, algumas deram certo, mas as últimas prejudicaram mais a sua coluna”, disse. Cilene conheceu a campanha por meio de um grupo de mães de especiais no Whatsapp. “Falei com a Cris cinco meses atrás e já conseguimos a cadeira”, disse.


A segunda cadeira especial foi entregue para JOÃO BATISTA DE LIMA VITAL, de 25 anos, residente em Jacarezinho (PR), cidade distante cerca de 400 km de São Paulo. Emocionado e chorando bastante, o rapaz abraçou Ricardo Valle, da Max Saúde, doadora da cadeira, e Cristina. Ele disse que o equipamento será muito útil para percorrer a longa distância entre pátio da escola e a sala de aula. “Estou muito contente, estava precisando muito”.

A mãe de João Batista, Lucia Catarina de Lima Vidal, contou que a velha cadeira dele foi comprada 4 anos atrás, com a ajuda da família, mas já não servia. Ultimamente, ele se locomovia com o auxílio de muletas, mas o esforço era muito grande. Nascido prematuramente, João Batista começou a apresentar problemas aos seis meses. “Os médicos não deram esperança de vida para ele. Mas, hoje, ele está ai. Já realizou 26 cirurgias, mas está ai. Estamos felizes”, disse Lucia.




Coincidentemente, o evento contou com a presença de três duplas de irmãos. Entre elas, os irmãos CAUÃ e CAUANE MACEDO SALES, de 12 anos e 10 anos, respectivamente, que moram no Jardim São Luis, na zona Sul. Segundo a mãe Sonia Raquel, as cadeiras das crianças, obtidas por meio do SUS seis anos atrás, já não serviam mais. “Não podia mais levá-los à escola e à fisioterapia”, disse.

Casada com o primo, Sonia soube que a paralisia cerebral de Cauã era de origem genética apenas depois de dar a luz ao menino. Com a garantia dos médicos de que o segundo filho não teria o problema, ela se surpreendeu ao descobrir que Cauane também nascera com a mesma desordem motora. “Cuidar de dois é mais difícil, mas a gente vai levando...”, disse.

Sonia também conheceu a campanha por meio de um grupo no Whatsapp. Entrou em contato com Cristina e três meses depois já foi beneficiada com as cadeiras para os filhos. David Nascimento doou a cadeira para Cauã e um doador que não quer se identificar para Cauane. “Às vezes, reclamamos tanto da vida e, então, vemos uma mãe que recebeu de Deus a missão de cuidar de duas crianças especiais”, comentou Cristina.


Beneficiado pela campanha, FELIPE ALVES DE ALMEIDA, de 8 anos, residente em São Mateus, estava ansioso e não via a hora de chegar o dia do evento. “Ele nunca teve uma cadeira própria, era sempre usada”, disse a mãe Janaina. Ela conta que Felipe nasceu prematuro e, aos dois meses de vida, teve um refluxo, uma parada cardiorrespiratória e, em seguida, a paralisia cerebral. “Mas, não afetou a fundo intelecto, tanto que ele estuda e leva uma vida normal, apesar das limitações”, disse.

Feliz, ela comemorava ter recebido a cadeira nova a tempo de evitar problemas na coluna do filho. “Surgiu um desvio na coluna dele e, em seguida, apareceu a Cris com uma cadeira. Ela é uma benção”, disse. “Esta campanha é maravilhosa”, acrescentou. A cadeira de Felipe foi doada pela família Cunha.


Os irmãos CAROLINA e CASSIO SANTANA DA SILVA, de 20 anos e 15 anos, respectivamente, moradores da Penha, receberam novas cadeiras de rodas especiais, doadas por Carlos Magalhães e seus amigos. Carolina parou de andar aos 11 anos, depois de uma distrofia muscular. Mas, a sua vida não parou. Ela concluiu o ensino médio e tinha planos de estudar e trabalhar, mas dependia de uma cadeira nova. “Pensava em comprar, mas ainda não consegui me aposentar”, disse.


A mãe Rosa Maria conheceu a campanha por intermédio de uma amiga e Carol fez o contato com Cristina, mas para solicitar uma cadeira para o irmão, que tem paralisia cerebral. “Quando ela soube que eu também usava cadeira de rodas, disse que tentaria conseguir uma para mim. E conseguiu para nós dois. Foi uma benção”, disse.

Carol se emocionou muito ao receber sua cadeira. “A vida da Carol vai mudar bastante. Estamos muito felizes”, disse Rosa Maria. Mãe de sete filhos, ela não esmorece diante das dificuldades de cuidar dos dois filhos. “Não vejo como dificuldade cuidar dos meus filhos, eu até gosto dessa rotina de levar ao médico. Nunca desisto, enquanto estiver viva vou lutar por eles”, afirmou.


Outra dupla de irmãos ganhou cadeiras de rodas adaptadas. PEDRO HENRIQUE SANTOS OLIVEIRA, de 15 anos, e MATEUS, de 13 anos, ambos com paralisia cerebral, receberam o equipamento doado pela família Cunha. De acordo com a mãe Gisele, o problema dos meninos também foi genético. “Depois do Pedro Henrique, o setor de genética do hospital garantiu que eu não enfrentaria esse problema com o segundo filho. Mas, não foi o que aconteceu. O Mateus nasceu com o mesmo problema”, disse.

Mesmo com um grau severo de paralisia cerebral, os meninos ficaram felizes com as cadeiras, segundo a mãe. “Veja o Mateus como olha para a mesinha da cadeira. Ele está encantado”, disse Gisele, que também estava feliz e emocionada. “Sabia que eles estavam sentindo dores com as cadeiras velhas, mas não tinha o que fazer, pois, não podia comprar. Tinha dificuldade até para levá-los ao médico, porque precisava carregá-los no colo. Agora, tudo se resolveu. Eles ganharam um carro zero quilometro”, disse.


A última cadeira entregue no evento foi para o pequeno ARTUR DE SOUZA QUEIROZ, de 3 anos, que tem paralisia cerebral. Paula, a mãe, reside na Freguesia do Ó, e também conheceu a campanha por meio de grupo no aplicativo para celular. “Como ele não tem cadeira de rodas, eu o carregava no colo. Mas as costas doem. Agora, com a cadeira especial, ele ficará mais calmo e confortável e eu também”, disse. Segundo Cristina, a cadeira de Artur foi comprada com os recursos da rifa de um drone, doações de um pessoal da academia e outros.


FBT

Criada em 2013 por Cristina Faviere, a campanha “Fazer o bem...TRANSFORMA” iniciou com a doação de cadeiras de rodas simples, compradas por meio da venda de lacres de alumínio de latinhas de refrigerante e cerveja. Em 2014, a iniciativa recebeu o apoio do Clube dos Corretores de Seguros de São Paulo (CCS-SP), passando a contar com a colaboração dos associados. Um ano depois de iniciar a doação de cadeiras de rodas adaptadas, Cristina decidiu simplificar o nome da campanha, que agora passará a ser conhecida pela sigla FBT.

Texto: Marcia Alves | Fotos: Carlos Candido

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