FBT realiza feijoada beneficente para comprar cadeiras de rodas

A ONG reuniu colaboradores em evento, com feijoada, bingo, música, muita alegria e descontração.


Em seu primeiro evento desde que se tornou oficialmente uma Organização Não Governamental, a Fazer o bem...Transforma (FBT), promoveu uma feijoada beneficente, no dia 22 de julho, em Cotia (SP), com o propósito de arrecadar recursos para a compra de cadeiras de rodas adaptadas. Em clima de descontração e amizade, o evento reuniu mais de cem pessoas, entre colaboradores da FBT, convidados e crianças cadeirantes e seus familiares, na residência da presidente da ONG, Cristina Faviere. Além da feijoada, um concorrido bingo, comandado por Jocimar de Carvalho, mentor o Clube dos Corretores de Seguros do Grande ABC (CCS-ABC), entreteve os convidados. O Clube dos Corretores de Seguros de São Paulo (CCS-SP), apoiador da FBT, foi representado no evento pelo mentor Adevaldo Calegari.

Com decoração caprichada, bebidas open-bar e saborosa feijoada servida no estilo self-service, o encontro da ONG FBT foi bastante elogiado pelos convidados. No comando da cozinha, a corretora de seguros Edna Rubello preparou a iguaria com a ajuda de um pequeno exército de cozinheiras, que incluiu, entre outras, a sua própria irmã, a presidente da FBT Cristina Faviere e a sua vizinha Marcia Antonio Felipini. Segundo Edna, os preparativos começaram na sexta-feira que antecedeu o evento e atravessaram madrugada adentro. No sábado, ela fez questão de chegar cedo para finalizar a feijoada, permanecendo na cozinha por todo o tempo.

Em sua primeira participação em evento da FBT, Edna contou como foi escolhida para fazer a feijoada. “Certa vez, a Cristina provou a minha feijoada, gostou muito e por isso me convidou. Aceitei com muito amor o desafio de cozinhar para um grande número de pessoas e não medi esforços, porque vale a pena ajudar as crianças especiais. Gosto muito de cozinhar, para mim é uma terapia. Fiquei muito feliz em saber que todos apreciaram minha feijoada”.

Para promover a feijoada, Cristina Faviere contou a ajuda do supermercado Santa Margarida, localizado próximo à sua residência, que doou todos os pertences. Representando o estabelecimento no evento, Rodrigo da Silva Lima, responsável pelo marketing, fez questão de prestigiar o encontro. “Ajudar é sempre bom. Meu pai teve câncer e sei o quanto é difícil depender dos outros”, disse. Funcionário recém-contratado do Santa Margarida, Rodrigo disse que já presenciou outras ações sociais do supermercado. “É importante fazer o bem, porque sempre retornam coisas positivas para a gente”, disse.

Uma das grandes colaboradoras do evento, Cristina Pallol Patrício arrecadou inúmeras prendas para o bingo e providenciou até as cartelas. Funcionária de um hospital oftalmológico em Osasco, ela conseguiu engajar todo o pessoal, desde os dirigentes, que já doaram uma cadeira de rodas, até os funcionários, que mandaram prendas para o bingo. “Foi muito legal, porque todas as pessoas, incluído os médicos, compraram a ideia do bingo como uma responsabilidade do hospital, fizeram bolos, rifas, doaram objetos. Todos estão extremamente engajados”, disse.

Ela conta que conheceu a FBT por acaso, um ano atrás, quando o hospital buscava uma instituição para colaborar. Porém, desde que participou da última entrega de cadeiras de rodas, em maio, seu coração foi tomado pela causa. “Até então, eu colaborava em nome do hospital. Mas, depois que vi a generosidade e a seriedade da Cris, decidi que a FBT seria, então, uma causa minha, pessoal. E o melhor é que a Cris aceita ideias e abre espaço para que a gente possa participar da forma que puder”, disse. “Hoje, aqui, me sinto plena em poder ajudar e feliz porque me encontrei”, acrescentou.

Outro colaborador presente foi o radialista Eduardo Soares, que há dez anos é âncora do Jornal Notícias de Cotia, um programa de rádio, atualmente, transmitido ao vivo pela internet, que recebe personalidades da região. Cristina Faviere, que foi apresentada a Eduardo por Paulo Meinberg, seu vizinho, já participou três vezes do programa e, na última vez, conseguiu uma doação anônima para comprar três cadeiras de rodas. O radialista também se engajou na FBT. “Fiz uma ação entre amigos e arrecadei R$ 3,7 mil para comprar uma cadeira. Agora, já estou concluindo outra ação. Sempre estive envolvido em causas sociais, por isso sei que fazer o bem, realmente transforma”, disse.

Também marcou presença no evento a contadora Cleide Faustino, que acabou “cooptada” por Cristina Faviere para trabalhar com a FBT. “Conheci a Cristina em um evento no Club Med, em Mogi das Cruzes. Estava acompanhado meu marido, que é corretor de seguros. Quando ela soube que eu era contadora do terceiro setor, ficou me cantando a noite toda. Conseguiu me convencer, tanto que estou aqui hoje”, disse. Cleide já iniciou o trabalho na FBT, cuidando do processo de registro de CNPJ.

Segundo ela, após obter o registro, a ONG terá mais facilidade em firmar parcerias com empresas privadas e participar de editais públicos de projetos sociais. “Como pessoa jurídica, a FBT, que até então recebia recursos de ações solidárias, entre amigos, agora poderá legalizar essas doações, fornecendo um documento. Algumas empresas, dependendo do enquadramento tributário, poderão abater um percentual da doação no Imposto de Renda”, disse. Cleide explicou, ainda, que a nova condição de ONG é uma evolução para a FBT, que poderá receber também patrocínio de órgãos públicos para seus projetos.

Por outro lado, a contadora afirma que independentemente de CNPJ, é a generosidade das pessoas que conta. “O documento abre portas, traz parceiros e financiadores, mas o importante é doar com o coração e não por um eventual desconto no Imposto de Renda. Porque ajudar transforma, mas transforma primeiro quem ajuda”, disse.

Desde que iniciou em 2011 as ações em prol de crianças cadeirantes carentes, na época apenas com o recolhimento de lacres, Cristina Faviere conta com a grande colaboração de sua família. O seu irmão Marcelo Faviere é um dos que se dedicam bastante à causa, recolhendo lacres, cuidando de bazares, visitando as crianças necessitadas de cadeira etc.

Na feijoada, ele surpreendeu a todos ao trazer uma camiseta do Santos Futebol Clube autografada pelos jogadores para ser rifada para a ONG. Ele conta que conseguiu engajar os colegas do banco no qual trabalha para ajudar a FBT. “Meu amigo Bruno Carneiro conseguiu a camiseta, rifamos e conseguimos arrecadar R$ 3 mil. Mas, a ganhadora Sandra Bacan, num gesto de generosidade, doou a camiseta para a FBT”, disse.

Marcelo pode ter sido uma grande influência para Cristina Faviere iniciar na área social. Ele conta que em 2009, por causa do nanismo, teve sérios problemas na coluna e ficou internado dois meses em uma instituição. Durante esse período, foi acompanhado pela irmã, que prometeu ali iniciar o trabalho de ajuda ao próximo. “Ela tem muita grandeza, é do espirito dela ajudar. Mas, lembro que eu estava muito mal no hospital, quando a Cris me disse que tinha vindo para ficar. Nunca vou esquecer, ela disse que se tornaria voluntária”. Admirador do trabalho da irmã, ele resume: “A Cristina tem o dom, e quando se tem o dom, se tem tudo”.


Texto:Márcia Alves |Fotos: Carlos Candido

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